Golpista usava identidade alheia em processos judiciais — até a vítima entrar na audiência
Uma mulher identificada como Adriana Araújo descobriu que uma estelionatária havia registrado diversas ações judiciais contra bancos usando seus dados pessoais, sem seu conhecimento. A fraude envolvia portabilidade bancária indevida com documentos verdadeiros e assinatura falsa.
O caso se desenrolou durante uma audiência virtual no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA): Adriana acessou a sessão e se deparou com a própria golpista usando sua identidade. A juíza foi informada pela vítima real, e a suspeita abandonou a sala virtual imediatamente.
A Polícia Civil da Bahia conduz investigações, e o TJ-BA adotou medidas para rastrear o acesso utilizado pela fraudadora. A autora ainda não foi identificada formalmente, e Adriana segue enfrentando os desdobramentos do uso indevido de seus dados, apesar de ter recuperado parte dos prejuízos por via judicial.
Audiências virtuais sem autenticação robusta permitem que qualquer pessoa com os dados da parte ingresse na sessão — o sistema não distingue o original da cópia.
Fonte: juristas