IA saltou de 9% para 70% como risco em jurídicos de multinacionais em um ano

IA saltou de 9% para 70% como risco em jurídicos de multinacionais em um ano

A sétima edição do General Counsel Report, elaborado pela FTI Consulting em parceria com a Relativity, ouviu mais de 200 diretores jurídicos e conselheiros gerais de organizações com faturamento anual superior a US$ 100 milhões. O levantamento abrange América do Sul, América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico.

A inteligência artificial, embora não fosse categoria oficial da pesquisa, foi o assunto espontaneamente mais citado como risco: passou de 9% em 2025 para 70% em 2026 — quase oito vezes mais em um único ciclo. A IA agêntica, capaz de tomar decisões autônomas, é a prática para a qual os jurídicos se sentem menos preparados, com índice de 1,7 na escala de prontidão.

Entre as atividades que mais consomem tempo dos departamentos jurídicos, monitoramento de compliance lidera (36%), seguido de investigações regulatórias (34%) e implementação de tecnologia jurídica (32%). Investigações internas, que não figuravam no top 7 do relatório anterior, tornaram-se a demanda mais comum em 2026.

Compliance regulatório manteve a liderança como risco legal nas entrevistas qualitativas, seguido de proteção e privacidade de dados, e questões geopolíticas — que estrearam no ranking — em terceiro lugar.

Jurídicos que não mapeiam exposição a sistemas agênticos ficam em vulnerabilidade estratégica quando 70% dos pares já citam IA como risco.

Fonte: jota

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